Unânime noite v.3 | Fundação Iberê Camargo, POA

10 de março a 6 maio de 2018 

 

A exposição Unânime Noite tem a estrutura de um romance. Ao invés de capítulos, obras de arte compõem uma narrativa de ficção, cujo desdobramento se dá nas experiências vividas ao longo do percurso realizado pelo visitante no espaço expositivo. Partindo de um texto escrito pelo artista lituano Raimundas Malašauskas, o curador Bernardo José de Souza – que cumpre o papel de “narrador” da história – convida outros artistas para dar continuidade à narrativa, criando novas obras (novos capítulos) ou elegendo obras já existentes, que derivem ou se articulem com as anteriores e, assim, sucessivamente. Neste sentido, a estrutura da exposição busca desafiar as noções convencionais de narrativa: existe uma ordem de “leitura” proposta pelo autor, mas que pode e deve ser subvertida a qualquer tempo por iniciativa do leitor/visitante.

 

O nome da exposição surgiu da primeira sentença de um conto de Borges, As Ruínas Circulares. A influência dos romances policiais e da ficção científica e o gosto por narrativas não lineares também está presente na Mostra.  “Mediante o constante instar do passado e do futuro a partir do presente – uma das marcas da contemporaneidade -, esta exposição pretende articular obras e artistas de tempos e estaturas diversas”, afirma o curador (leia aqui o texto de introdução). Dessa forma, Unânime Noite é uma exposição em constante transformação, cujos Volume 1 e Volume 2 aconteceram na Bolsa de Arte (São Paulo, 2015) e no Centro de Arte Contemporânea de Vilnius (Lituânia, 2016), respectivamente, com outras obras e outros artistas. “É um projeto on going, sem data para acabar. É uma exposição que muda sua forma através do espaço e do tempo; que existe física e mentalmente. É uma exposição em busca de um autor”, explica Bernardo.

 

 

 

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